Metodologia técnica da plataforma DIKTUM: como transformamos conversas de WhatsApp em inteligência forense certificada, com cadeia de custódia, análise por IA e conformidade com a legislação brasileira.
No momento da extração do arquivo .zip de WhatsApp, cada arquivo individual — mensagem de texto, áudio, imagem ou vídeo — recebe um hash SHA-256 calculado sobre seu conteúdo binário original. Este hash é um identificador único e irreversível: qualquer modificação no arquivo, por menor que seja, gera um hash completamente diferente.
O hash é registrado junto com o nome do arquivo, tamanho em bytes e timestamp da extração. Esta tripla (hash + metadados + timestamp) constitui a identidade forense do arquivo.
Após o cálculo individual, todos os hashes são concatenados em ordem determinística e processados novamente por SHA-256, gerando o hash mestre do caso. Este hash representa a identidade criptográfica de todo o conjunto probatório. Se um único byte de qualquer arquivo for alterado, o hash mestre será diferente.
O hash mestre é submetido a uma Autoridade de Carimbo de Tempo (ACT) credenciada na Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil), operada pelo SERPRO. O carimbo confere data e hora legalmente reconhecidas ao conjunto de provas, conforme MP 2.200-2/2001.
Este processo garante que as provas existiam em determinado momento no tempo e não foram alteradas posteriormente — o mesmo princípio de uma ata notarial, mas com garantia criptográfica matematicamente verificável.
Extração, transcrição de áudios, OCR de imagens, parsing de mensagens
Análise individual de cada evidência, classificação por relevância
Cruzamento contra petição, mapeamento de contradições, citação legal
Geração de relatório forense, contestação editável, exportação
Todos os áudios extraídos da conversa de WhatsApp são transcritos automaticamente em português brasileiro. O sistema realiza identificação de falantes (speaker diarization) para distinguir os participantes da conversa, atribuindo cada trecho de fala ao remetente correto.
A transcrição é processada com pontuação e formatação, resultando em texto legível que pode ser citado diretamente na peça processual. Cada transcrição mantém referência ao arquivo de áudio original e seu hash SHA-256.
Imagens enviadas na conversa são processadas por reconhecimento óptico de caracteres (OCR) otimizado para documentos financeiros brasileiros. O sistema identifica comprovantes PIX, transferências bancárias, recibos e outros documentos de pagamento.
Dados extraídos incluem: valor, data, remetente, destinatário e instituição financeira. Estes dados são tabulados e cruzados automaticamente com alegações de pagamento ou inadimplência presentes na petição inicial.
O motor de IA cruza cada evidência encontrada contra cada pedido da petição inicial. Quando uma mensagem, áudio ou imagem contradiz uma alegação do reclamante, a contradição é documentada com: (1) o pedido da petição, (2) a evidência contraditória com transcrição ou OCR, (3) o artigo legal aplicável, e (4) o número de referência do arquivo original.
O relatório forense completo é gerado em formato PDF com todas as evidências organizadas cronologicamente, contradições mapeadas e fundamentação legal. Adicionalmente, uma contestação editável é gerada em formato compatível com o PJe (Processo Judicial Eletrônico), pronta para revisão pelo advogado e protocolo.
O tratamento de dados pessoais contidos nas evidências é fundamentado no exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral (Art. 7, VI da Lei 13.709/2018). O advogado, como controlador dos dados de seu cliente, utiliza a DIKTUM como operador para fins estritamente processuais.
A cadeia de custódia digital implementada pela DIKTUM segue os princípios estabelecidos nos Art. 158-A a 158-F do CPP, introduzidos pelo Pacote Anticrime. Cada etapa do processamento é documentada e rastreável.
Aderência às diretrizes internacionais para identificação, coleta, aquisição e preservação de evidência digital. Os princípios de relevância, confiabilidade, suficiência e auditabilidade são seguidos em cada etapa do processo.
O carimbo de tempo ICP-Brasil, emitido por Autoridade Certificadora credenciada, confere ao documento digital presunção de veracidade perante terceiros, equivalente a documento público nos termos do CPC Art. 411-II.
Todas as evidências são armazenadas com criptografia AES-256 em repouso. A comunicação entre cliente e servidor utiliza TLS 1.3. Chaves de criptografia são gerenciadas por serviço dedicado com rotação automática.
Acesso à plataforma protegido por tokens JWT com validade de 24 horas. Refresh tokens com rotação automática. Suporte a autenticação multifator (MFA) e integração SSO para contas empresariais.
As evidências originais e os dados processados são excluídos dos servidores após a entrega do relatório ao cliente. A IA não retém dados de casos anteriores. O advogado mantém os relatórios gerados em seu próprio armazenamento.
A IA jurídica da DIKTUM demonstrou 98,3% de acurácia em benchmark público de 60 questões sobre legislação trabalhista brasileira. Cada resposta certificada com hash SHA-256. Ver benchmark completo